Olá podcasters e ouvintes do Segurança Legal.
Parabéns pelo episódio. Estava ouvindo-o e quando vocês falaram sobre o caso do Guarujá, me deu um aperto no coração, visto que morava naquele bairro à época do ocorrido e que era vizinha de um amigo.
A fanpage do Facebook já era muito conhecida na cidade pelo tom alarmista em que divulgava seus posts, geralmente com títulos click-bait ou com conteúdo, no mínimo, questionável (como por exemplo "Eles querem tirar esse vídeo do ar, repasse antes que isso aconteça").
O fenômeno citado pelo Mestre Douglas na Índia, onde autoridades desmentem boatos, pode ser observado aqui, pois mesmo com o poder público informando que não existiam casos de crianças desaparecidas na região, a população continuou preferindo acreditar na página.
Houve um projeto de Lei que criaria o tipo penal de criação e disseminação de boatos, mas até onde se sabe, não foi pra frente. Fabiane Maria de Jesus, que daria nome à Lei, hoje é apenas o nome da rua onde morava. Os acusados (cujo identificados são infinitamente menores que os participantes do crime) até hoje não foram julgados; sequer sabe-se irão à Júri Popular ou não. Ela tinha déficit mental, mas para os assassinos isso não quis dizer nada e um "retrato falado", que foi tirado da Internet, foi o suficiente para que fosse possível fazer o "julgamento" se ela era culpada ou não.
Peço desculpas pelo comentário carregado de emoção e revolta. Acredito que enquanto a população não for conscientizada do papel da instituição imprensa e de se procurar a fonte de notícias que chegam por quaisquer meios, continuaremos a ver mais casos de desinformação e criação de notícias falsas.